O Quadro Da Segurança Atual
Na última década, a questão da segurança pública passou a ser tida como tema central nas discursoes nacionais e internacionais.
A ONG Americana Social Progress Imperative em uma pesquisa sem fins lucrativos, estimou que o Brasil é o 11° pais mais inseguro do mundo. Na pesquisa foi levado em consideração o: número de homicídios, crimes violentos, percepção da 8criminalidade, terrorismo e mortes no trânsito. Em uma escala gradual de 0 a 100, onde 0 é o de máxima insegurança, o Brasil recebeu 37,5 pontos, onde lhe deu Esta colocação.
O aumento das taxas de criminalidade e insegurança, tem levado as pessoas a tomarem decisões desesperadoras. Os mesmos estao fazendo _justiça com as próprias mãos _. O quadro atual pede uma melhor qualificação da Polícia que está dividida em duas carreiras. O Governo federal, não tem sido um protagonista atuante no combate a criminalidade.
Segundo o professor da UNB, Arthur Trindade Costa, " O governo federal se mostrou muito tímido na tarefa de induzir reformas e em buscar instrumentos que melhorem a segurança."
Uma pesquisa divulgada em São Paulo pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que 73,7% dos polícias brasileiros sao a favor da desmilitarização dos polícias. Estes pedem uma reforma no Sistema Nacional de Segurança Pública. Pedem também a unificação dos polícias, quê segundo eles, essa separação tem dificultado muito o combate aos inimigos internos.
Em síntese, os gestores da segurança pública precisa enfrentar o desafio de Combater o crime organizado, com a intenção de proteger os civis, e pensar em uma parceria entre os órgãos de segurança pública. Devem criar um novo modelo de polícia, com melhor treinamento e mais respeito com os cidadãos, pois a mesma polícia que tem que cuidar da segurança do povo, é a mesma que tem causado terror entre a população mais pobre tarifação das polícias. Estes pedem uma *reforma no Sistema Nacional de Segurança Pública*. Pedem também a unificação das polícias, que segundo eles, essa separação tem dificultado muito o combate aos inimigos internos.
Crédito: Ane Gabrielle
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA
A violência contra o idoso não ocorre somente no Brasil, ela é um fenômeno universal e frequentemente é tratada de forma "comum" e ficando oculta na maioria das vezes. Muitas vezes essa violência se expressa nas formas de relações entre rico e pobre e os grupos de idade relativamente menor.
A maneira como a sociedade trata o idoso é muito contraditória e na maioria das vezes passa uma visão negativa do envelhecimento de que a pessoa vale o quanto produz e o quanto ganha, uma vez a maioria dos idosos estão fora do mercado de trabalho e quase sempre ganhando uma pequena aposentadoria, podem ser descartados, considerado um peso morto.
Por outro lado a visão positiva da valorização da pessoa idosa por sua experiência de vida e contribuição a sociedade.
O QUE É O ABUSO CONTRA O IDOSO?
Existem muitas formas de abuso, que incluem o emocional, financeiro, sexual, físico, social, no cuidado da saúde e a negligência. Caso suspeite que um idoso esteja sendo abusado, é importante que saiba quais sinais procurar e como fazer uma denuncia.
COMO IDENTIFICAR AS FORMAS DE
ABUSO CONTRA O IDOSO
- ABUSO FÍSICO:
- Marcas de espancamento.
- Cortes ou contusões.
- Osso fraturado.
- Óculos quebrados.
- Roupas rasgadas.
- Dificuldade de se mover ou caminhar.
- 2 ABUSO SEXUAL:
- Hematomas nas genitálias, seios ou em qualquer outra parte do corpo
- Infecção genital ou anal.
- Doenças sexualmente transmissíveis.
- Dificuldade de sentar ou caminhar.
- 3 ABUSO FINANCEIRO:
- Falta de pagamento do tratamento médico.
- Cheques assinados quando o idoso esta impossibilitado de assinar.
- Desaparecimento de dinheiro excessivo.
- 4 ABUSO SOCIAL:
- O cuidador ignora o idoso quando ele tenta estabelecer uma conversa.
- Desinteresse em atividades que a pessoa gosta.
- Aparentemente estar tenso ou angustiado.
- Baixa estima e falta de confiança (isso ocorre pela constante humilhação e acusações que vem sofrendo).
CASO SUSPEITE QUE HAJA A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO NÃO HESITE EM DENUNCIAR.
CRÉDITO: Izabelle Campos.
FONTES E CITAÇÕES: WIKIHOW; PLANALTO.GOV.COM.BR
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Educação no Brasil
Atualmente, o Brasil se encontra em uma péssima qualidade de ensino nas redes públicas, pois a verba destinada para atender as necessidades do aluno e do professor está sendo desviada por políticos corruptos para fins próprios. Um país que tem tudo para ser desenvolvido encontra-se nas mãos de uma minoria que usufrui o bem, que por direito é destinado á população que necessita de qualificação para enfrentar o mercado de trabalho e assim ter uma melhor condição de vida.
Deparamo-nos com uma situação revoltante nas redes de ensino público, alunos sem merenda escolar, greves e mais greves por falta de pagamento dos professores, salas de aula em péssimas condições, chegamos até a nos deparar com alunos sem um teto para poder estudar. Que descaso é esse? A charge nos mostra que essas situações levaram ao total desinteresse do aluno e do professor em estar na escola, pois não há uma educação de qualidade, a vida dentro e fora da escola são duas realidades diferentes, mas que leva ao mesmo desinteresse no aluno.
A maioria da nossa futura geração está indo para a escola por uma questão de “obrigação”, pois se faltar a escola não receberá o dinheiro do bolsa família, responsável pelo seu sustendo e o de sua família, os professores vão à escola por causa do salário ao final do mês, e as vezes nem o salário as autoridades pagam, fazendo com que gere greves e mais greves sem que haja aula, e em consequência disso o nível de qualificação dos alunos não progride, mas sim regride.
Chegamos a um ponto em que as escolas particulares têm mais prestígio que as escolas públicas, sendo que na maioria dos países desenvolvidos como os Estados Unidos, França e Inglaterra tem uma educação pública de qualidade e as escolas particulares é vista como escolas para quem tem dificuldades maiores de aprendizado.
A corrupção é o principal fator para o descaso na educação brasileira, se nós como eleitores pudéssemos ter mais consciência dos governantes que colocamos no poder e se esses governantes tivessem mais consciência de que eles só chegaram ao poder por causa de nós, eleitores, o quadro educacional do nosso país iria alavancar.
Crédito: Jeovanna Costa.
sábado, 21 de janeiro de 2017
Preconceito
A sociedade mundial hoje em dia está imersa em um estado de descontrole em vários âmbitos. Um desses diz respeito à um mal que se dissemina a cada dia ao nosso redor, o preconceito! Este tem causado vários problemas , que muitas das vezes não se resolvem. Esse mal tem feito com que várias pessoas ao redor do mundo sejam discriminadas por conta de algum estilo, característica física, opção sexual e etc. Uma pesquisa realizada no Brasil comprova que o preconceito atinge 99,3% dos centros de ensino, infelizmente o local que mais é atingido por esse mal. Mas não é só nas escolas que está o preconceito, mais em todo o mundo, afetando milhões de pessoas.
Alguns tipos de preconceito:
Preconceito racial: o racismo é uma tendência do pensamento. É uma perspectiva em que se da muita importância a matriz racial das pessoas. Esse tipo de preconceito faz com que uma raça se sinta inferior as outras. Ex: brancos contra negros, índios, pardos e etc. O racismo não é uma teoria científica, mas sim um conjunto de ideias pré-formadas entre os seres humanos.
Preconceito sexual: este tipo de preconceito se dá quando um indivíduo foge dos padrões tradicionais estabelecido pela sociedade. Os mais vitimados são: Homosexuais e Bisexuais.

Preconceito social: muito comum, Porém pouco falado. O preconceito social se dá quando determinada pessoa que pertence a uma classe social mais elevada, descrimina uma outra classe menor por não usufruir dos mesmos recursos que ela.

Preconceito religioso: um dos mais que tem se espalhado. Com o surgimento de novas culturas e ideologias religiosas, as religiões mais tradicionais vem tentando se precaver, e o método utilizado é espalhar falsas especulações sobre as outras religiões, pois as mesmas não querem perder seus fiéis para as outras.

Por fim, essa prática tem sido avassaladora no meio do povo. Este mal precisa ser aniquilado, porque além de toda a humilhação, as pessoas também estão morrendo por conta do racismo.
Para reflexão.....
Vamos parar e refletir um pouco, pois apesar de todas as diferenças de cor, característica, sexualidade e tantas outras diferenças que temos, somos todos iguais. Vivemos no mesmo mundo, respiramos o mesmo ar e temos os mesmos direitos. Então por que agir como um animal irracional, agredindo o seu próximo verbalmente e fisicamente ? Então vamos nos ajudar e prosseguir em frente, pois todo mundo tem sua opinião e não é obrigado aceitar, mas é preciso RESPEITAR sempre.
Crédito: Ane Gabrielle

Crédito: Ane Gabrielle
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Vamos entender um pouco sobre o TRABALHO INFANTIL?!
Infelizmente o trabalho infantil é um grande problema social,trabalho esse exercido por crianças que deveriam está garantindo seus direitos à educação,lazer,esporte e etc...
Além disso, o trabalho pode causar PREJUÍZOS à formação e ao desenvolvimento integral de crianças e adolescentes,já que elas estão se abdicando de suas atividades sadias e deixando de lado a sua educação.
Ao abandonarem a escola ou terem que dividir o tempo entre a escola e o trabalho, o rendimento escolar dessas crianças é muito ruim, e serão sérias candidatas ao abandono escolar e consequentemente ao despreparo para o mercado de trabalho, tendo que aceitar subempregos e assim continuarem alimentando o ciclo de pobreza no Brasil.
Um caso comum de ocorrência do trabalho infantil é dentro de casa. Muitas crianças acabam tendo que realizar uma carga muito grande de serviços e acaba sofrendo exploração por parte dos responsáveis.
Muitas vezes o trabalho infantil ocorre pela a crise financeira dos pais,onde não podem colocar uma pessoa com o trabalho pago e colocando o filho tirando ele de suas atividades cotidianas.
CAMINHOS PARA COLOCARMOS UM FIM NO TRABALHO :
Acabar com o trabalho infantil é realmente um desafio, mas que pode ser vencido. Diversas Ongs, Programas, Ações, para erradicar o trabalho e exploração infantil tem sido criadas. Muitos deles encontram-se hoje em casas de apoio, estudando, aprendendo uma profissão.
Necessita-se de ações integradas por parte do governo, políticas específicas que combatam o trabalho infantil. Se o problema é desigualdade, exclusão social, miséria, é isso que deve mudar. Não somente o governo, mas Sindicatos, Confederações Nacionais, Ongs. A fiscalização deve atuar de forma rigorosa, tanto com a exploração visível, quanto aquelas crianças no trabalho doméstico que muitas vezes tornam-se "invisíveis".
CRÉDITO : Tereza Araújo.
Infelizmente o trabalho infantil é um grande problema social,trabalho esse exercido por crianças que deveriam está garantindo seus direitos à educação,lazer,esporte e etc...
Além disso, o trabalho pode causar PREJUÍZOS à formação e ao desenvolvimento integral de crianças e adolescentes,já que elas estão se abdicando de suas atividades sadias e deixando de lado a sua educação.
Ao abandonarem a escola ou terem que dividir o tempo entre a escola e o trabalho, o rendimento escolar dessas crianças é muito ruim, e serão sérias candidatas ao abandono escolar e consequentemente ao despreparo para o mercado de trabalho, tendo que aceitar subempregos e assim continuarem alimentando o ciclo de pobreza no Brasil.
Um caso comum de ocorrência do trabalho infantil é dentro de casa. Muitas crianças acabam tendo que realizar uma carga muito grande de serviços e acaba sofrendo exploração por parte dos responsáveis.
Muitas vezes o trabalho infantil ocorre pela a crise financeira dos pais,onde não podem colocar uma pessoa com o trabalho pago e colocando o filho tirando ele de suas atividades cotidianas.
CAMINHOS PARA COLOCARMOS UM FIM NO TRABALHO :
Acabar com o trabalho infantil é realmente um desafio, mas que pode ser vencido. Diversas Ongs, Programas, Ações, para erradicar o trabalho e exploração infantil tem sido criadas. Muitos deles encontram-se hoje em casas de apoio, estudando, aprendendo uma profissão.
Necessita-se de ações integradas por parte do governo, políticas específicas que combatam o trabalho infantil. Se o problema é desigualdade, exclusão social, miséria, é isso que deve mudar. Não somente o governo, mas Sindicatos, Confederações Nacionais, Ongs. A fiscalização deve atuar de forma rigorosa, tanto com a exploração visível, quanto aquelas crianças no trabalho doméstico que muitas vezes tornam-se "invisíveis".
CRÉDITO : Tereza Araújo.
Política
Olá pessoal, hoje iremos falar sobre roubo.... Ops!! Política, a maior parte das pessoas reclamam porque os políticos roubam, mas esquecem que somos nós que elegemos essas pessoas de bem.
Nos tempos de eleição a sociedade recebe uma enorme atenção dos políticos, certamente viram um santo. Mas depois né? tomam um verdadeiro chá de sumisso e no final quem perde é sempre a população. Sem contar que as promessas são as mesmas todos os anos e ninguém aguenta mais.
Bom pessoal, vou falar um pouco sobre minha experiência e o que eu vejo.
Assista ao vídeo.
Crédito: Moisés
Olá pessoal, hoje iremos falar sobre roubo.... Ops!! Política, a maior parte das pessoas reclamam porque os políticos roubam, mas esquecem que somos nós que elegemos essas pessoas de bem.
Nos tempos de eleição a sociedade recebe uma enorme atenção dos políticos, certamente viram um santo. Mas depois né? tomam um verdadeiro chá de sumisso e no final quem perde é sempre a população. Sem contar que as promessas são as mesmas todos os anos e ninguém aguenta mais.
Bom pessoal, vou falar um pouco sobre minha experiência e o que eu vejo.
Assista ao vídeo.
Crédito: Moisés
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER
Sob diversas formas e intensidades, a violência doméstica e familiar contra as mulheres é recorrente e presente no mundo todo, motivando crimes hediondos e graves violações de direitos humanos. Mesmo assim, muitos responsabilizam as mulheres pela violência sofrida, minimizando assim, a gravidade da questão.
De acordo com estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – as taxas de mulheres que foram agredidas fisicamente pelo parceiro em algum momento de suas vidas variaram entre 10% e 52% em 10 países pesquisados.
No Brasil, estima-se que cinco mulheres são espancadas a cada 2 minutos; o parceiro (marido, namorado ou ex) é o responsável por mais de 80% dos casos reportados, segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado.
Apesar dos dados alarmantes, muitas vezes, essa gravidade não é devidamente reconhecida, graças a mecanismos históricos e culturais que geram e mantêm desigualdades entre homens e mulheres e alimentam um pacto de silêncio e conivência com estes crimes.
Na pesquisa Tolerância social à violência contra as mulheres, 63% dos entrevistados concordam, total ou parcialmente, que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”. E 89% concordam que “a roupa suja deve ser lavada em casa”, enquanto que 82% consideram que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.
Um problema de toda a sociedade
Diversas leis e normas nacionais e internacionais frisam que é urgente reconhecer que a violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas é inaceitável e, sobretudo, que os governos, organismos internacionais, empresas, instituições de ensino e pesquisa e a imprensa devem assumir um compromisso de não conivência com o problema.
Esta é uma questão grave, que impede a realização do pleno potencial de trajetórias pessoais, vitima famílias inteiras marcadas pela violência e, assim, limita o desenvolvimento global da sociedade.
Dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento apontam que uma em cada cinco faltas ao trabalho no mundo é motivada por agressões ocorridas no espaço doméstico. Essas instituições calculam ainda que as mulheres em idade reprodutiva perdem até 16% dos anos de vida saudável como resultado dessa violência.
A Lei Maria da Penha define cinco formas de violência doméstica e familiar, deixando claro que não existe apenas a violência que deixa marcas físicas evidentes:
– violência psicológica: xingar, humilhar, ameaçar, intimidar e amedrontar; criticar continuamente, desvalorizar os atos e desconsiderar a opinião ou decisão da mulher; debochar publicamente, diminuir a autoestima; tentar fazer a mulher ficar confusa ou achar que está louca; controlar tudo o que ela faz, quando sai, com quem e aonde vai; usar os filhos para fazer chantagem – são alguns exemplos de violência psicológica, de acordo com a cartilha Viver sem violência é direito de toda mulher;
– violência física: bater e espancar; empurrar, atirar objetos, sacudir, morder ou puxar os cabelos; mutilar e torturar; usar arma branca, como faca ou ferramentas de trabalho, ou de fogo;
– violência sexual: forçar relações sexuais quando a mulher não quer ou quando estiver dormindo ou sem condições de consentir; fazer a mulher olhar imagens pornográficas quando ela não quer; obrigar a mulher a fazer sexo com outra(s) pessoa(s); impedir a mulher de prevenir a gravidez, forçá-la a engravidar ou ainda forçar o aborto quando ela não quiser;
– violência patrimonial: controlar, reter ou tirar dinheiro dela; causar danos de propósito a objetos de que ela gosta; destruir, reter objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais e outros bens e direitos;
– violência moral: fazer comentários ofensivos na frente de estranhos e/ou conhecidos; humilhar a mulher publicamente; expor a vida íntima do casal para outras pessoas, inclusive nas redes sociais; acusar publicamente a mulher de cometer crimes; inventar histórias e/ou falar mal da mulher para os outros com o intuito de diminuí-la perante amigos e parentes.
Dados nacionais
A violência doméstica é um fenômeno de extrema gravidade, que impede o pleno desenvolvimento social e coloca em risco mais da metade da população do País – as 103,8 milhões de brasileiras contabilizadas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE.
De acordo com o Mapa da Violência: Homicídios de Mulheres no Brasil, duas em cada três pessoas atendidas no SUS em razão de violência doméstica ou sexual são mulheres; e em 51,6% dos atendimentos foi registrada reincidência no exercício da violência contra a mulher. O SUS atendeu mais de 70 mil mulheres vítimas de violência em 2011 – 71,8% dos casos ocorreram no ambiente doméstico.
Não à toa, a pesquisa Violência e Assassinatos de Mulheres revelou significativa preocupação com a violência doméstica: para 70% da população, a mulher sofre mais violência dentro de casa do que em espaços públicos no Brasil.
Os dados dessa pesquisa revelam ainda que o problema está presente no cotidiano da maior parte dos brasileiros: entre os entrevistados de ambos os sexos e de todas as classes sociais, 54% conhecem uma mulher que já foi agredida por um parceiro e 56% conhecem um homem que já agrediu uma parceira.
Por que é tão difícil sair de uma relação violenta?
Denuncie!
Com a Lei Maria da Penha cada vez mais conhecida pela população brasileira (99% declaram conhecer a Lei, ao menos de ouvir falar; Pesquisa Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, essa mensagem tem sido cada vez mais dirigida não só às mulheres que sofrem agressões físicas e psicológicas, mas a toda a sociedade. A proposta é mostrar definitivamente que esta violência não é um assunto da esfera privada, mas sim uma violação de direitos humanos que demanda respostas do Poder Público e um pacto de não tolerância de toda a população.
Denunciar, porém, não é fácil quando as agressões partem de uma pessoa com quem a vítima mantém relações íntimas de afeto, cujo rompimento coloca questões emocionais e objetivas, que envolvem a desestruturação do cotidiano e até mesmo o risco de morte para a mulher.
Neste cenário complexo, enfrentado por muito tempo de forma solitária, é fundamental que a mulher que rompe o silêncio seja bem acolhida pela sua rede pessoal e pelos serviços de atendimento.
Na prática, entretanto, a falta de conhecimento sobre as especificidades deste tipo de violência faz com que a mulher, muitas vezes, acabe sendo julgada por não colocar um ponto final naquela situação.
Crédito: Jeovanna Costa.
Sob diversas formas e intensidades, a violência doméstica e familiar contra as mulheres é recorrente e presente no mundo todo, motivando crimes hediondos e graves violações de direitos humanos. Mesmo assim, muitos responsabilizam as mulheres pela violência sofrida, minimizando assim, a gravidade da questão.
De acordo com estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – as taxas de mulheres que foram agredidas fisicamente pelo parceiro em algum momento de suas vidas variaram entre 10% e 52% em 10 países pesquisados.
No Brasil, estima-se que cinco mulheres são espancadas a cada 2 minutos; o parceiro (marido, namorado ou ex) é o responsável por mais de 80% dos casos reportados, segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado.
Apesar dos dados alarmantes, muitas vezes, essa gravidade não é devidamente reconhecida, graças a mecanismos históricos e culturais que geram e mantêm desigualdades entre homens e mulheres e alimentam um pacto de silêncio e conivência com estes crimes.
Na pesquisa Tolerância social à violência contra as mulheres, 63% dos entrevistados concordam, total ou parcialmente, que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”. E 89% concordam que “a roupa suja deve ser lavada em casa”, enquanto que 82% consideram que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.
Um problema de toda a sociedade
Diversas leis e normas nacionais e internacionais frisam que é urgente reconhecer que a violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas é inaceitável e, sobretudo, que os governos, organismos internacionais, empresas, instituições de ensino e pesquisa e a imprensa devem assumir um compromisso de não conivência com o problema.
Esta é uma questão grave, que impede a realização do pleno potencial de trajetórias pessoais, vitima famílias inteiras marcadas pela violência e, assim, limita o desenvolvimento global da sociedade.
Dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento apontam que uma em cada cinco faltas ao trabalho no mundo é motivada por agressões ocorridas no espaço doméstico. Essas instituições calculam ainda que as mulheres em idade reprodutiva perdem até 16% dos anos de vida saudável como resultado dessa violência.
A Lei Maria da Penha define cinco formas de violência doméstica e familiar, deixando claro que não existe apenas a violência que deixa marcas físicas evidentes:
– violência psicológica: xingar, humilhar, ameaçar, intimidar e amedrontar; criticar continuamente, desvalorizar os atos e desconsiderar a opinião ou decisão da mulher; debochar publicamente, diminuir a autoestima; tentar fazer a mulher ficar confusa ou achar que está louca; controlar tudo o que ela faz, quando sai, com quem e aonde vai; usar os filhos para fazer chantagem – são alguns exemplos de violência psicológica, de acordo com a cartilha Viver sem violência é direito de toda mulher;
– violência física: bater e espancar; empurrar, atirar objetos, sacudir, morder ou puxar os cabelos; mutilar e torturar; usar arma branca, como faca ou ferramentas de trabalho, ou de fogo;
– violência sexual: forçar relações sexuais quando a mulher não quer ou quando estiver dormindo ou sem condições de consentir; fazer a mulher olhar imagens pornográficas quando ela não quer; obrigar a mulher a fazer sexo com outra(s) pessoa(s); impedir a mulher de prevenir a gravidez, forçá-la a engravidar ou ainda forçar o aborto quando ela não quiser;
– violência patrimonial: controlar, reter ou tirar dinheiro dela; causar danos de propósito a objetos de que ela gosta; destruir, reter objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais e outros bens e direitos;
– violência moral: fazer comentários ofensivos na frente de estranhos e/ou conhecidos; humilhar a mulher publicamente; expor a vida íntima do casal para outras pessoas, inclusive nas redes sociais; acusar publicamente a mulher de cometer crimes; inventar histórias e/ou falar mal da mulher para os outros com o intuito de diminuí-la perante amigos e parentes.
Dados nacionais
A violência doméstica é um fenômeno de extrema gravidade, que impede o pleno desenvolvimento social e coloca em risco mais da metade da população do País – as 103,8 milhões de brasileiras contabilizadas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE.
De acordo com o Mapa da Violência: Homicídios de Mulheres no Brasil, duas em cada três pessoas atendidas no SUS em razão de violência doméstica ou sexual são mulheres; e em 51,6% dos atendimentos foi registrada reincidência no exercício da violência contra a mulher. O SUS atendeu mais de 70 mil mulheres vítimas de violência em 2011 – 71,8% dos casos ocorreram no ambiente doméstico.
Não à toa, a pesquisa Violência e Assassinatos de Mulheres revelou significativa preocupação com a violência doméstica: para 70% da população, a mulher sofre mais violência dentro de casa do que em espaços públicos no Brasil.
Os dados dessa pesquisa revelam ainda que o problema está presente no cotidiano da maior parte dos brasileiros: entre os entrevistados de ambos os sexos e de todas as classes sociais, 54% conhecem uma mulher que já foi agredida por um parceiro e 56% conhecem um homem que já agrediu uma parceira.
Por que é tão difícil sair de uma relação violenta?
Denuncie!
Com a Lei Maria da Penha cada vez mais conhecida pela população brasileira (99% declaram conhecer a Lei, ao menos de ouvir falar; Pesquisa Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, essa mensagem tem sido cada vez mais dirigida não só às mulheres que sofrem agressões físicas e psicológicas, mas a toda a sociedade. A proposta é mostrar definitivamente que esta violência não é um assunto da esfera privada, mas sim uma violação de direitos humanos que demanda respostas do Poder Público e um pacto de não tolerância de toda a população.
Denunciar, porém, não é fácil quando as agressões partem de uma pessoa com quem a vítima mantém relações íntimas de afeto, cujo rompimento coloca questões emocionais e objetivas, que envolvem a desestruturação do cotidiano e até mesmo o risco de morte para a mulher.
Neste cenário complexo, enfrentado por muito tempo de forma solitária, é fundamental que a mulher que rompe o silêncio seja bem acolhida pela sua rede pessoal e pelos serviços de atendimento.
Na prática, entretanto, a falta de conhecimento sobre as especificidades deste tipo de violência faz com que a mulher, muitas vezes, acabe sendo julgada por não colocar um ponto final naquela situação.
Crédito: Jeovanna Costa.
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